terça-feira, 17 de julho de 2007

Dubrovnic até à exaustão

Chegados a Dubrovnic, depois de uma directa e de um cansaço descomunal, só nos faltava termos pessoal com fotos dos seus apartamentos a saltarem-nos em cima ainda nem tínhamos posto o pé fora do autocarro. Nós só queríamos ir para o parque de campismo, senhores!

Depois de muito custo, potenciado pela incapacidade de perceber os dias da semana em croata nos horários dos autocarros locais, pelo não saber como comprar bilhete e o apanhar e pelos 30º que já se faziam sentir às 7:00, lá chegámos ao parque de campismo. Era duro procurar um lugar com sombra, à torreira do sol àquela hora. E sim, eram umas 8 da manhã, não mais que isso. Lá conseguimos arranjar um sítio porreiro, num parque quase vazio. Estranhamente toda a gente que entrava no parque parecia achar aquele sítio porreiro, mas isso fica para as cenas dos próximos capítulos.

Como o Ricardo ficou KO com o calor, nesse dia não fizemos mais nada do que ir à praia e ficar nas palhinhas deitados nas palhinhas estendidos tal menino Jesus. Foi um dia fixe de descanso, mal sabíamos que era para continuar!



Tínhamos pensado sair de Dubrovnic de ferry para Norte, parando em várias ilhas e cidades. Fomo-nos informar dos horários. Dizia no nosso guia que havia 4 vezes por semana. Mal sabíamos nós que era às 5as, 6as, sábados e domingos às 10 da manhã. Teríamos 4 dias até ao próximo!

De Zagreb a Dubrovnic

Mais uma aventura começou precisamente em Zagreb, onde um voo com escala em Frankfurt e depois de um não longo dia de trabalho.

Fomos simpaticamente pickupados no aeroporto às tantas da noite por uma simpática pequena loirinha do hostel Carpe Diem, acabadinho de abrir. O hostel era novinho em folha, ainda a cheirar a madeira.

Como não tínhamos levado moeda local, a kuna (que significa a pele de um animal que era usada antigamente como moeda de troca lá para aqueles lados), resolvi ir ao Multibanco mais próximo levantar algum dinheiro para essa noite, para pagar o hostel e mais qualquer coisinha. Acontece que não tinha a mínima noção de quanto valia nem estava com a mínima cabeça para fazer contas e acabei por levantar apenas o equivalente a uns 20 euros, que obviamente não deram para nada.

Depois de largarmos a nossa tralha no hostel, resolvemos ir à procura de jantar. Não encontrámos logo o que comer, mas encontrámos rapidamente um bar com esplanada, que bem precisávamos dado o calor que estava. Boa música e o povo mais bonito que alguma vez vi na vida faziam aquilo parecer uma maravilha.

Ao fim da noite ainda nos livrámos de uma trovoada no caminho para o hostel, uma daquelas trovoadas de verão. Não chegou a chover por ali, mas estava a relampejar bastante.

No dia seguinte visitámos Zagreb. Andámos de tram (uma espécie de metro sul do Tejo, mas em mais antigo) e pela cidade em geral.



A cidade é simpática, com um ar algo comunista mas também bastante religioso. A catedral é monumental.

Ao fim do dia cometemos a loucura de nos metermos num autocarro para Dubrovnic, a muitos, muitos km dali, no outro extremo do país. 10 horas de viagem, ao princípio por autoestrada, depois por estrada de serra, depois ao longo do mar. Às 4:30 da manhã acordei com o nascer do sol (!) em Split, tendo achado, não sei se do sono ou da birra, que era possivelmente a cidade mais medonha que tinha visto. Os arredores, para sul, por onde fomos no autocarro, eram pavorosos, com pequenas moradias com quintal penduradas nas montanhas, sem estradas para lá, apenas umas escadarias, possivelmente mesmo sem água nem luz, ou pelo menos não se viam cabos pendurados e duvido que os tivessem feito em vala (maldito defeito profissional). Felizmente uns minutos mais tarde adormeci, possivelmente para me poupar de ver qualquer coisa que se assemelhava àquele caminho por terras que eu não sei o nome ao longo da CREL.



Voltei a acordar mais tarde, já com uma paisagem muito mais simpática. Algum tempo depois atravessámos a fronteira com a Bósnia, apesar de apenas ter notado a parte em que saí da Croácia e em que voltei a entrar na Croácia. Na Bósnia não havia posto fronteiriço e apenas havia 1 ou duas pequenas localidades, com 2 ou 3 cafés e lojas de beira de estrada… O guarda da fronteira de entrada na Croácia disse-me “obrigado” quando me entregou o passaporte de volta, com um sorrisinho encantador, ou então era eu que estava meia ensonada… Acho que não, ele disse mesmo “obrigado”.

A paisagem junto ao mar é muito semelhante à serra da Arrábida: rocha calcária branca e vegetação rasteira. Não podiam faltar os vendedores de melancia, melão e mel à beira da estrada para me fazer pensar por momentos que não estava a uns 5000 km de casa.

Madrid

Só agora um post sobre Madrid… Essa cidade que já me fascinou por 3 vezes no espaço de 6 meses.

A oportunidade de ir lá pela primeira vez surgiu em Outubro do ano passado, quando um amigo estava lá a trabalhar e oferecia alojamento e companhia para o fim de semana. A Vueling fez o resto com os seus voos a preços light e aí fui eu. Alguns tempos depois, decidi 2 horas antes do voo que iria outra vez, já que estava lá um monte de pessoal amigo. A 3ª vez fui aproveitar uma promoção da Vueling com voos a 0 euros. Eles definitivamente sabem como me hão-de tentar!

Num sábado de manhã provámos que é possível e agradável ir a pé desde Cuidad Lineal até ao centro. A Calle de Alcalá leva-nos ao centro, com umas paragens estratégicas para comer, ver montras e apreciar um contínuo de cidade feita para pessoas. A M30, uma as circulares a Madrid, quase não se percebe no caminho. A cidade continua por cima e a auto-estrada atravessa por baixo. As ruas têm o tamanho ideal, os edifícios também, o comércio aberto faz parecer que não estamos para lá do limite dos subúrbios.

No centro é tudo perto: palácio real, miradouros, jardins, praças… nada de especialmente fascinante, nenhum monumento emblemático… só a cidade que foi claramente feita para pessoas lá viverem. Madrid é uma cidade mesmo aconchegante.

É fascinante como a chuvinha molha parvos pode não ter o efeito de me pôr com uma neura de morte quando ando a conhecer uma cidade ordenada, luminosa e cheia de vida como foi neste caso. A chuvinha não nos demove a nós nem aos milhares de madrilenos que andavam para cá e para lá como se as suas vidas dependessem da charla e de bater perna. Simplesmente impressionante.

O fim do dia pode ser passado no museu Reina Sofia, que é simplesmente espectacular. Fecha às 21, hora a que qualquer museu em Portugal já estaria fechado pelo menos há 4 horas (sim, eu sei que alguns agora têm exposições abertas 24 horas por dia, mas são casos raros). O bilhete é gratuito aos fins-de-semana, o que mais uma vez me leva a pensar que foi feito para pessoas o visitarem.

As tapas e as cañas fazem um jantar óptimo em mais um qualquer sítio aconchegante. O resto da noite pode ser continuado a bater perna por aqui e por ali, a beber umas cañas ou mesmo um rioja aqui e ali. Pode-se ir aos churros com chocolate quente, o que faz sempre um bom aconchego numa noite gélida de -5ºC. As ruas estão cheias de gente em contínuo, dia e noite.

Os transportes públicos funcionam todo o dia e toda a noite, à noite com regularidade de 15 minutos, o que é impressionante por si só, mas o mais impressionante é irem cheios do centro para os subúrbios. O bilhete é único, para autocarros e metro, e custa 1 euro em bilhete simples e 6 euros para 10 viagens, o que dá a módica quantia de 60 cêntimos por viagem. Não admira que andem cheios.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Está aberto o inquérito aos leitores!

E já que sobre a Índia quase toda a gente ignora esta pérola:

http://ananomundo.blogspot.com/2006/10/ndia-today-setembro-de-2004.html

Venho informar que gostaria que os leitores respondessem às questões colocadas ali sob a forma de comentário.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Espectacular Bombaim e happy diwali!




Pela primeira vez andámos por Bombaim a visitar aquilo, desta vez com sol. Foi a queima dos últimos cartuxos de uma viagem esplêndida. Fomos às compras, ver a estação de comboios Victoria Station, por os postais no correio (e não é que a estação dos correios tinha aparecido no filme?!) e ainda encontrámos os primeiros portugueses de toda a viagem! Bom, o encontro foi programado, mas foi uma sorte termos estado encontrado em Bombaim ao mesmo tempo!

Bombaim é uma cidade inesquecível, não por nada em especial mas por tudo em particular. Adorei e passou, em apenas 1 dia, a ser a minha cidade do mundo preferida. Para quem não conhece, imagine Londres mas com clima tropical, é mais ou menos isso.

E para terminar em beleza, Happy Diwali para todos!

http://en.wikipedia.org/wiki/Diwali

ou em português em versão resumida:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diwali

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Jaipur a cidade cor de rosa?!?!


Depois de Varanasi fomos para Jaipur, mais uma vez em Sleeper Class, as já sem a admiração dos dias anteriores. Jaipur é a suposta cidade cor de rosa, mas já foi pintada de cor de rosa há demasiado tempo para ainda se notar assim tanto.



Tem piada porque me lembrou imenso o Lubango, por ser encaixada num hemiciclo de montanhas e ser uma cidade situada a uma certa altitude. Quase não fizemos por lá nada se não ficar na piscina e beber sumos de laranja numa banca. Tivemos ainda tempo para ir ao cinema ver um filme sobre o Ghandi, que não percebemos na totalidade mas que foi engraçado:

http://www.lagerahomunnabhai.com/

E para finalizar, a foto seguinte tenta ilustrar o trânsito caótico, mas acho que só quem viu é que percebe...


segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Em Jaipur - Resumo por mail

Depois das aventuras estranhas nos Himalaias, agora foi um periodo mais calmo da viagem... mas nao mais limpo! Ao todo fizemos 40 horas de comboio e desta vez decidimos experimentar aventuras mais radicais, indo em sleeper class, ou seja, sem ar condicionado, sem racao e sem mordomias! Felizmente fomos com lugar marcado, o que nos garantia um certo espaco, ou melhor, uma cama inteirinha com 60 cm de largura so para cada um de nos. A espessura da cama variava entre os 6 e os 7 centimetos, se considerarmos a camada de po!

Depois de visitarmos Delhi em Fast Forward, seguimos para Agra, onde vimos o Taj Mahal e de onde fugimos rapidamente porque os gajos de riquechos n pararam de nos chatear. O Taj Mahal e mais pequenino do que pensavamos, mas tem a sua graca. Em Agra fica tambem a famosa ponte que anda por ai a circular em e-mail, com um comboio com gente ate acima e por todos os lados e a subir ou descer pelos pilares, o que foi para mim (Ana), a maior atraccao turistica!

Algumas horas de comboio depois estavamos em Varanasi, terra do Rio Ganges e dos Homens Santos - senhores que passam o dia a fumar ganzas em frente ao rio, que vivem nos Ghats (seja la o que isso for, a mim parecem-me escadas), oferecem-lhes comida e ficam convencidos que e boa ideia tomar la banho no ganges ao amanhecer. O rio parece um esgoto, mais ou menos como o tejo, sem tainhas, com water bufalos e montes de gente louca a tomar banho.

No segundo dia fomos (as gajas) arruinar-nos nas compras de saris, lencos, pacheminas e afins.

Apanhamos entao o comboio para Jaipur, onde chegamos 20 horas depois. Depois de um banho desincrustador, ca estamos a escrever este mail colectivo!

domingo, 15 de outubro de 2006

Varanasi, a cidade sagrada

No melhor hotel de toda a viagem na minha opinião, tínhamos terraço para o rio Ganges, o rio sagrado dos hindus. Ao contrário do Taj Mahal, o Ganges é muito maior do que eu pensava, com os seu water búfalos dentro, os homens santos a tomar banho, muita gente a lavar roupa (inclusivamente a minha, com certeza), velinhas a arder ao cair da noite e uma cidade cheia de ruelas onde não se notam traços de colonização. Muito engraçada.



Também fomos às compras de sedas e sarees.

Fizemos também uma visita ao primeiro templo budista.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Agra para nunca mais

No dia seguinte partimos para Agra num comboio luxuoso com direito a jornal e pequeno almoço para uma viagem de poucas horas. Chegámos a uma estação suburbana, a cerca de 2 km de uma outra que nos pareceu a mais central, onde iríamos apanhar o comboio à noite e onde decidimos deixar as mochilas. Resolvemos ir a pé, afinal era ainda umas 8 da manhã e estava uma manhã fresca e agradável. A meia hora que nos demorou a fazer o caminho foi, no entanto, bastante pior do que esperávamos. Agra é um terror! “autoriquechó sir?” é a frase da ordem, repetida certamente mais de 1000 vezes durante essa meia hora. Chegámos à estação, descansámos à sombra durante uns momentos e fomos até à estação propriamente dita. Perguntámos ao chefe da estação pela “cloack room” e… não havia. Só na estação seguinte, a 15 minutos de comboio, num que partiria da linha 2 em 15 minutos. Decidimos ir comprar bilhete para esse comboio. O senhor da bilheteira, depois da minha insistência e da quase desistência do Morais e da Andreia, lá nos vendeu os respectivos bilhetes. Ele só dizia que não havia comboio, mas quando o chefe de estação tinha sido tão explícito, era difícil que fosse verdade. Lá fomos no comboio e foi das experiências mais fantásticas da viagem toda: toda a gente super simpática, a deixar-nos sentar porque íamos carregados e a meter conversa no comboio mais sujo que já vi na vida.



Mais umas chatices com os autoriquechozistas na ida para o forte (literalmente em frente à estação) e depois de o visitarmos fomos finalmente de autoriquechó para o Taj Mahal, uma experiência perfeitamente normal. Viemos a esta terra infernosa ver o Taj Mahal, tinha que ser. Primeiro comprar o bilhete, que custou uns escandalosos 15 euros, depois 2 horas na fila da revista para gajas (pois, ainda não contei que fui revistada centenas de vezes, aliás, da maneira que as revistas são feitas, mais parecem mamografias) enquanto pensávamos: esperemos que depois disto tudo aquela coisa valha a pena. E valeu! Apesar de ser muito mais pequeno do que o que eu pensava, é muito bonito.



A seguir, comboio para Varanasi, em Sleeper Class pela primeira vez sem luxos e mordomias. Foi óptimo. Pelo menos não estava um frio descomunal do ar condicionado, apesar da camada de pó que cobria as camas e do que entrava pelas janelas gradeadas ser um pouco desconfortável. Mas pelo menos pela primeira vez tive a sensação de estar na verdadeira Índia. Na estação, enquanto esperávamos à espera do comboio, muitos homens ficaram a olhar para nós curiosos, enquanto estávamos sentados no chão imundo ou em cima das mochilas. A parte mais surpreendente é que estavam a não mais do que 1,5 metros de nós. Não me senti demasiado desconfortável, mas pode ser esquisito para os mais sensíveis.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Delhi

Dia 10, Delhi fast forward: Jantar Mantar, Qutub Minar, Bahai Lótus Temple, Safdarjung’s Tomb, Lal Qila and Jama Mashid, Rajghat, Humayun’s Tomb, tão depressa como eu a escrever isto! Dia 11 nas palhinhas deitados, nas palhinhas estendidos pelos jardins de Dehli com 45 graus à sombra, com a agradável experiência do metro de Delhi, novinho em folha e com o melhor aspecto deste mundo.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Em Sri Nagar não há roaming - Resumo por mail

Desde a ultima posta fizemos algumas coisas.

Para comecar, apanhamos o comboio de Bombaim para Delhi.Todas as historias de pessoas penduradas no comboio, por cima dele, etc, etc, galinhas, cabras, poneis, elefantes, sao muito sobrevalorizadas. nao vimos nada disso... na primeira classe reservada com ar condicionado e cama - e mordomo. A viagem foi excelente, fomos tratados que nem uns marajas.

Chegados a Delhi, depois de uma serie de eventos aparentemente nao relacionados, acabamos numa "agencia de viagens" onde conhecemos o Al Pacino em pessoa:

Al - Voces gostam de treking?

Pedro, Andreia - Parece bem!(Ana abre muito os olhos)

Al - Ver os lagos! A paisagem! Os himalaias!

Pedro, Andreia - Boa! Boa! (Ana abre mais os olhos e pensa "Ai meu Deus, Ai meu Deus")

Al - Entao vao ja amanha para sri nagar

Todos - vamos!!!!... e fomos.

Sri nagar, 1800 metro de altitude, maioria da populacao muculmana, e' a capital de um belo estado da india. Ficamos numa casa num barco, com criadagem dedicada apenas a nos os 3. No dia seguinte, fomos ate a aldeia cigana nas montanhas, de onde iamos partir para o treking. Travamos amizade com os poneis, essas criaturas de 4 patas com uma atracao pelo precipicio incomparavel. Pelo menos, muito superior a nossa. À noite, ficamos numa tenda, com uma fogueira ao lado, o pessoal a vir servir-nos cha (nao percebemos bem de que ervas era feito o cha, mas pela flora local temos uma suspeita que talvez fosse de uns arbustos com 7 folhas)... tratamento 5 estrelas.

Depois veio a subida.

Foi muito dura. Muito dura. Muito dura. (Especialmente para os poneis). Nesta altura, tinha descido o espirito Heidi na Ana, que andava por ali fresca, leve e fofa, saltitando de pedragulho em pedragulho, enquanto o resto tentava respirar. Devia ser do cha.

Ou talvez efeito dos 18000 pes de altitude a que chegamos (poupando a visita ao google, 5 486,4 metros), o que, para quem esta distraido, e' consideravelmente mais alto do que a serra da estrela, (mais 3500 metros).

Mais uma noite numa tenda, mais chazinho, uns passeios pelos lagos, olhar para neve permanente de perto, mais uma noite numa tenda, mais chazinho... la fomos nos monte a baixo."A descer todos os santos ajudam". Mas se eles nos tem ajudado a descer mais depressa teriamos os ossinhos feitos em picado...

Ontem ficamos pela casa do lago, andamos o dia todo de barquinho a remo, mas nos de sofa, o remo nao era connosco, e descobrimos uma cidade que mete Veneza a um canto: Sri Nagar, a capital do estado de Jammu & Kashmir!

Por alguma razao estranha, o roaming da Optimus e da Vodafone nao funciona la!

(para os mais distraídos, sim, este estado está em guerra, o que levaria a algumas considerações extra que agora não temos tempo)

Neste momento estamos em Delhi, 40 graus (mencionei que na montanha estavam 5? ou talvez menos...), vacas, macacos e tascas na rua... enfim, de volta a civilizacao.

Vamos aqui passar uns dias, depois agra, jaipur, goa... ou nao.

Mais notícias em breve!

domingo, 8 de outubro de 2006

Índia Today, Setembro de 2004

Inquérito efectuado a homens entre os 18 e os 55 anos em capitais de província da Índia: algumas das respostas mais emblemáticas. Descubra as diferenças!

Quanto importante é o sexo na sua vida? 51% - Muito importante
A sua companheira compreende as suas necessidades? 73% - Sim
Quando teve sexo pela primeira vez? 46% depois do casamento
Que parte do corpo da mulher é mais atraente? 43% peito, 16% olhos, 10% cara, 5% cabelo, 7% cintura, 7% vagina, 1% pernas (e onde está aqui o rabo????)
Espera que a sua noiva seja virgem? 72% sim
Casaria com alguém que admitisse não ser virgem? 77% não
As mulheres são tão entusiastas com o sexo como os homens? 64% sim
A frequência com que tem sexo diminuiu depois de ter filhos? 54% não
Alguma vez teve sexo com alguém da família? 87% não (e os outros 13%, meu deus????)
A sua parceira queixa-se de dr de cabeça quando sugere sexo? 45% às vezes, 32% nunca, 13% muitas vezes, 6% sempre
Já trocou de namorada/esposa? 87% não
Quanto frequentemente tem sexo pago? 63% nunca
É possessivo? 39% extremamente, 39% razoavelmente
Já teve experiências homossexuais? 73% não
Teve sexo extraconjugal? 67% não
Fetiches: 21% unas compridas, cabelo comprido e pinturas extravagantes, 21% lingerie leopardo, 20% lingerie preta e botas, 8% pés!
Masturba-se? 44% nunca, 29% ocasionalmente, 13% mais do que 1 vez por semana, 6% diariamente
O que faria se a sua parceira fosse infiel? 38% falaria com ela e resolveria o assunto, 26% acabaria a relação, 14% perdoaria e esqueceria, 9% faria o mesmo
Diria à sua parceira se tivesse um one night stand? 53% não
Os homens só devem ter sexo com mulheres com quem estão compometidas? 67% sim
Quantas vezes tem sexo? 37% mais do que uma vez por semana, 20% diariamente, 20% uma vez por semana, 15% uma vez por mês
Está contente com a sua vida sexual? 56% muito contente, 24% sim, 13% mais ou menos, 4% não
Tem orgasmos múltiplos? 30% às vezes, 27% frequentemente, 20% sempre e 13% nunca
Com que frequência tem orgasmos? 39% sempre, 30% quase sempre, 16% às vezes, 6% nunca
Certifica-se que a sua parceira teve um orgasmo? 40% sempre, 31% quase sempre, 13% às vezes, 8% não.

E depois disto eu pergunto: será que as mulheres são diferentes das de cá ou será que são os homens? Será que no país que em vez do Mestre Cozinheiro dão o Kamasutra às noivas quando se casam aquilo resulta? Ou será do picante na comida?

Veneza? Não, é Sri Nagar!




Passeio no lago de Sri Nagar, assim a atirar para Veneza mas em melhor.

Himalaias






De 4 a 8/10/2006: Treking nos Himalaias, os póneis, o chá, a água fresca da montanha, o frio, as canetas que não escreviam, os acampamentos, os ursos e snow leopards, a ausência de vida e 6 pessoas e 6 póneis para tomar conta de nós! Bolas, somos mesmo uma tristeza… E 1 mês depois a pegada ecológica de todas as pessoas da terra ultrapassa o tamanho da terra… Ao que nós chegámos!

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Em Sri Nagar não há roaming

Foi a primeira coisa que descobrimos quando chegámos à capital de Verão do estado de Jammu e Kashmir. Sim, esse belo estado onde há guerra entre a Índia, o Paquistão e os movimentos separatistas! Tivemos uma visita guiada pela cidade, onde vimos inúmeros jardins, que as vezes lembravam os Alpes, outras vezes Sintra e outras vezes pagodes chineses. Mas não, eram mesmo os Himalaias! Vimos também uma fábrica de tapetes de Caxemira, que foi de longe a peça de decoração mais espectacular que vi na minha vida. Cada tapete demora 3 anos a fazer por 3 pessoas e pode custar tão pouco como 800 euros. Claro que é imenso, mas para o trabalho que dá e para a espectacularidade que é…

Vimos ainda uma mesquita em madeira forrada de papel maché, muito engraçada e mais uma vez lembrou-me um pagode chinês.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

1 dia em Delhi

Dia do Gandhi! E Dussehra! Daqui a 20 dias é o Diwali! 1 dia em Dehli passado com o Austríaco Johannes Leitner, que é sempre bom dizer aqui que conhecemos porque participou 2 dias antes num filme de Bollywood e nunca se sabe quando fica famoso! Fomos a um festival estranhíssimo e mais uma vez tivemos tratamento vip, ao termos sido tirados do meio da escumalha (lugares em pé) para a frente do palco por um polícia armado até aos olhinhos! Antes conhecemos o Al Pacino, tb conhecido como Chafi, de que falarei no mail colectivo.

domingo, 1 de outubro de 2006

Olá da Índia

Aqui estou em em Bombaim, com uma chuva torrencial. Ja apanhamos a nossa primeira molha so para comprar bilhetes para o comboio. A primeira impressao e muito boa, apesar da chuva. O hotel e excelente, numa zona excelente e ate agora so apanhamos pessoas simpaticas no caminho.

Vamos hoje para Delhi, a procura de sol, e voltaremos aqui para visitar la mais para o final da viagem, pode ser que a chuva ja tenha passado!

sábado, 30 de setembro de 2006

Lisboa-Paris-Bombaim

Nada melhor do que começar uma bela viagem de 3 dias por uma directa. Chegámos a Paris às 10 e tal da noite e só tínhamos avião às 10 da manhã do dia seguinte. Assim que chegámos apanhámos o RER à parva e, já dentro dele, às 11 da noite, questionámo-nos sobre o que íamos fazer em Paris a uma hora daquelas. Em que estação sair? O que fazer? Será que o RER fecha à noite? Será que o aeroporto fecha à noite?

Com estas perguntas na cabeça e com a certeza que não teríamos gasto 8,10 euros no bilhete em vão, parámos em Notre Dame e a rua estava cheia de gente e animadíssima. Fomos andando pelas ruas de bares, depois ao longo do Sena, depois Louvre, Orsay, Concorde, Champs Elisés a cima, Arc du Triomphe, Champs Elisés a baixo, Torre Eiffel. Quando lá chegámos já nem sequer estava iluminada, eram umas 3 da manhã. Eu estava literalmente a morrer de frio, e com as bagagens no aeroporto, algures a saltar de avião em avião. Não podíamos parar, a menos que eu quisesse gelar de vez, por isso continuámos no camiho de volta a Notre Dame, onde estava mesmo a abrir um quiosque de comida quente. Baguetes, pizzas, chá e café alegraram a nossa noite! Voltámos para o aeroporto e, umas horas mais tarde lá estávamos no Boeing luxuoso que nos levou à Índia. Depois do pequeno almoço de pizza, nada melhor do que às 10 da manhã um fabuloso caril de frango! Uma sestinha de 8 horas no avião e lá chegámos a Bombaim.

Nada, nem mesmo o Lets Go, faria prever a extrema organização e simpatia do aeroporto de Bombaim. 20 segundos na fila dos passaportes, 3 minutos à espera da bagagem, 1 atm para levantar dinheiro e táxi até ao hotel fizeram a coisa parecer mais fácil do que poderia ser à primeira vista.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Cabo-verde, cabo-verde…

O que é que Cabo-verde tem de especial?! Boa gente e boa comida, sendo-se positivista…



Alguém me disse que eu ia achar Cabo-verde sem piada depois de ter estado em Angola. A expressão menos depreciativa que encontro para definir este país é: SENSABORÃO.

Se Cabo-verde devia chocar por ser em África, não me chocou. Se a ilha do Sal devia ser uma ilha paradisíaca de praias maravilhosas, não achei. Se a ilha de Santiago devia ser a mais tipicamente africana, imagino como serão as outras. Se a Cidade da Praia se devia parecer com a capital de um país, os poucos habitantes fazem dela uma pequena cidade, com um aeroporto novo e decente, 2 hotéis, alguns restaurantes e pouco mais, sem ser bonita, sem ser feia, sem ser organizada, sem ser desorganizada… Enfim, achei-a uma capital sem carisma.

Cerejinhas atrás de cerejinhas no topo do bolo de chantilly

Cerejinha no topo do bolo após cerejinha no topo do bolo, fomos enchendo um bolo de chantilly:

Cereja 1: marcação da viagem atribulada
Cereja 2: hotel sinistro na Ilha do Sal
Cereja 3: tempestade de vento e frio na Ilha do Sal quando era suposto irmos lagartar ao sol
Cereja 4: noite de domingo para segunda, passada na casa de banho (Cristina) e na cama sem conseguir dormir (Ana) já na Cidade da Praia
Cereja 5: médico rouba o termómetro na 5ª feira. Felizmente não tornou a ser preciso!
Cereja 6: 6ª feira passada no Plateu a tentar reservar um voo para a Ilha do Fogo (não havia lugares, mas houve desistências, viemos a perceber porquê na cereja nº 7)
Cereja nº 7: 6ª à noite saber que havia um problema com um avião da TACV e que provavelmente o voo tão desejado para a ilha do Fogo iria atrasar quando tentámos sem sucesso fazer check-in telefónico (os nossos nomes ainda não estavam na lista de reservas)
Cereja 8: Sábado sair do hotel, depois de dormir 4 horitas (pronto, confesso, fomos sair à noite) e tomar o pequeno-almoço à pressa para fazer o check-in, perguntar se o avião sempre ia atrasar, dizerem-nos que não, esperar pela hora de embarque, hora e meia depois e ouvir “Atenção senhores passageiros, o voo nº XXXXX com destino à ilha do Fogo está atrasado, com partida prevista para as 12:45”. Era só daí a 3 horas e 15 minutos… Um avião da TACV avariado fazia com que não houvesse garantia de voos entre ilhas já há 2 dias, havendo pessoas a passar a noite em hotéis, pagos pela TACV. Considerando que a hora marcada para a volta da ilha do Fogo e a hora do meu regresso para Portugal diferiam de apenas 13 horas, achámos que este seria um atraso perfeitamente normal para se ter e haveria fortes probabilidades de não ser possível apanhar o voo de regresso. Ter que desistir da viagem e pedir a devolução do dinheiro, depois de tanto esperar por ela, foi para mim a parte mais dura desta viagem.
Cereja 9: Depois da desilusão, voltámos para o hotel na perspectiva de nos imiscuirmos numas excursões de autocarro pela ilha, que supostamente só se realizavam ao fim de semana. A 1 hora da partida da excursão, pedimos no hotel que nos ligassem para a agência a perguntar se ainda havia lugares. Claro que não havia.
Cereja 10: Recusámos durante a semana todos os convites para passear pela ilha dos colegas do INE da Cristina. Não fomos à Ilha do Fogo como previsto, não fomos na excursão e não conseguimos combinar nada com os colegas dela no fim de semana…
Cereja 11: O meu voo de regresso atrasou 1 hora graças às pessoas que resolveram levar produtos perigosos na bagagem de porão e que tiveram que ser chamados à hora de embarque…

Até estranhei ter encontrado o carro nos Olivais onde o tinha deixado e a casa intacta! Ainda pensei que chegasse à dúzia de cerejas estas férias!